Tristeza não paga dívida, Cassiano quase sempre ri

IMG_1677Ele perdia a estação de destino, desenhando algum flagrante no vagão do metrô. Como ator não se identificava com o diletantismo do meio teatral, como produtor cultural tem medo de virar um publicitário desavisado “que faz do happy hour a grande celebração”. O trajeto de Cassiano Reis como artista não é linear.

Jeito de pin-up, casado e pai de dois filhos, ele reconhece facilmente uma boa calça de alfaiataria, mas segura a onda do orçamento familiar como professor.

Um dos criadores do Epicentro Cultural , endereço multimídia na Vila Madalena, que tem estúdio para músicos profissionais, galeria e oficinas de arte. Um espaço com performances audiovisuais ao vivo (AVAV), assistidas por um público de moças descoladas e rapazes barbados.

Sujeito articulado, uniu-se com quatro parceiros para garantir uma das cenas culturais mais interessantes de São Paulo. A ideia é promover uma abertura à criatividade e ao que pode surgir dos encontros na rua Paulistânia.

Entre um cigarro e outro, Cassiano rechaça a denominação “coletivo”.  Pode perder a estação do metropolitano, mas não quer deixar de ter uma boa resposta para a própria produção, ou pelo menos lembrar de se perguntar: onde está o artista?

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