São Paulo acontecendo na nossa frente

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Nakamura, Marques, Strecker e Pessoa.

Foi no Sarau Encontro de Utopias, na Biblioteca Monteiro Lobato, centro da cidade. As pessoas foram apresentando seus textos, poemas, músicas. Reivindicações, recados, desabafos. Tinham se cadastrado ali mesmo, na hora. Tinha de tudo e no meio de tudo: Ásia, África, Europa e América se entenderam, se encontraram. Alexandre Nakamura, Daniel Marques, Heidi Strecker e Renato Pessoa. Da poesia da cidade grande ao som do delicado “sanshin”, um instrumento dos primeiros imigrantes japoneses, para tocar as canções de Okinawa. A noite seguia no melhor estilo Talking Heads, ainda com as boas novas do coletivo “O que dizem os umbigos?” e a narrativas dos índios e das florestas. A vizinhança acontecendo na nossa frente.

Um giro no sarau

“Não entendo

Porque tanta gente se espanta

Com homem que dança

De cabelo black e faz trança

Ei vê se te amansa

Não condene o meu gingado!

Malemolência é pra quem tem

Não é pros recalcado.”

(trecho de Homem, sexualmente livre! – D. Marques)

 

“Não sou de doçarias

tudo passa na minha cidade

todo dia nasce um bebê fecha uma firma

não sou de cafuné de remoinho

de voltas na cabeça

não quero nada que me console

só essa garoa”

(trecho de Andando em círculos na cidade grande – H. Strecker)

 

“Durante a migratória matinta voou

longe até os quilombos achar

Comeu da feijoada e gingou

capoeira, até a escravidão acabar

Se fez pagé, conheceu os Orixás

Negro, Cafuzo, saci Saçurá”

(trecho de Saci Saçurá – R. Pessoa)

 

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Sarau Encontro de Utopias na Monteiro
Com Regina Tieko, Fábio Abramo e Paulo D’Áuria
Traga sua voz e sua luz, suas canções, seus instrumentos e adereços, seu livro de cabeceira, seus poemas e textos! Arte é mesmo pra dividir. Entre na roda: cultura é protagonismo.
Dia 16 de setembro às 18h30

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